A Faculdade de Medicina de Itajubá (MG) suspendeu as aulas presenciais dos estudantes diante do risco de surto de Covid-19, após aumento de casos positivos para a doença entre sexta-feira (20) e sábado (21). A suspensão e o aumento dos casos acontecem depois que estudantes da faculdade participaram de uma festa clandestina no dia 12 de agosto na cidade.

Segundo comunicado oficial da faculdade, as aulas presenciais estão suspensas durante uma semana. Estão paralisadas as atividades dos estudantes do do 1º ao 6º período/4º ao 6º ano. A retomada esta prevista para o dia 30 de agosto.

Ainda de acordo com o comunicado, as atividades foram suspensas porque “não há mais viabilidade para investigação e isolamento dos casos envolvidos com o evento festivo não autorizado ocorrido no dia 12 de agosto”. O objetivo é que com a paralisação, os casos de Covid-19 decorrentes da festa se resolvam e os casos secundários apareçam, assim será possível colocar em isolamento as pessoas sintomáticas.

Durante este período, as aulas dos estudantes continuam sendo ministradas em plataforma online. A faculdade afirmou que será instaurada uma sindicância interna para rastreamento e responsabilização dos envolvidos.

A instituição publicou uma nota de repúdio em seu site.  Eles afirmam que a atitude dos alunos não condiz os protocolos sanitários de segurança à saúde contra a Covid-19 e que não compactuam com o comportamento dos envolvidos.

“A instituição deixa claro que não compactua com este comportamento inadequado e irresponsável dos envolvidos, sendo um péssimo exemplo que coloca em descrédito as medidas de segurança e prevenção à Covid-19 e também a imagem da IES e por este motivo, abriu uma sindicância para apurar os fatos ocorridos e assim tomar as medidas cabíveis e puníveis”.

Testes obrigatórios

A Faculdade de Medicina de Itajubá informou que tomou conhecimento da festa clandestina realizada na quinta-feira (19). Ao tomar conhecimento do fato, o Hospital das Clínicas de Itajubá, que recebe os estudantes para atividades de assistência, exigiu que os alunos apresentassem o teste da Covid-19 para dar andamento nas atividades.